Terapias são combinadas para tratar o melasma

Elas possuem tonalidade marrom, e surgem no buço, maçãs do rosto e/ou testa. São diferentes das sardas comuns, pois ao invés de serem pequenas e isoladas, formam lesões extensas em cada região. O fato é que essas manchas – também conhecidas como melasma – são uma verdadeira dor de cabeça para quem as tem. Além de comprometerem a homogeneidade da pele, dando aspecto de envelhecimento à face, não são removidas com facilidade.

De acordo com Juliana Jordão, médica pós-graduada em Dermatologia, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, com Especialização em Laserterapia e Fotodermatologia na Skin and Laser Center of Boom, em Boom, na Bélgica, o melasma costuma surgir na fase adulta, após exposição solar intensa e com proteção inadequada, ou ainda durante a gravidez. “No Brasil, a sua incidência vem aumentando por diversos fatores, entre eles, o uso de contraceptivos orais”, afirma.

Segundo a médica, para tratar o melasma com segurança, deve ser evitado o uso de laser e peelings agressivos, dando prioridade a terapias superficiais com um número maior de sessões. “Peelings associados ao ácido retinóico e diferentes substâncias clareadoras podem ser uma boa opção. A paciente evolui com descamação leve a moderada por alguns dias e observa o clareamento progressivo ao longo das sessões. A indicação é de, em média, três sessões”, explica.

Já, conforme a médica, a tecnologia mais recente para tratar o problema é o laser Acroma, utilizado em baixas energias, e em sessões semanais. “Sugere-se em torno de dez sessões. Um ponto positivo desse tratamento é que o paciente pode retornar às suas atividades de rotina imediatamente em seguida, pois a pele fica apenas levemente rosada”, afirma.

Outra boa alternativa é a aplicação de ácido tranexâmico, que pode ser ou não associado ao laser ou dermaroller. “Ele age inibindo a tirosina, que quando estimulada, ativa a melanina, proteína responsável pela pigmentação da pele. As sessões são quinzenais se associadas ao laser, e mensais com dermaroller”, diz.

Segundo a especialista, os resultados variam de acordo com a profundidade da mancha e os cuidados do paciente em relação à exposição solar. “Algumas substâncias para administração oral também têm se mostrado eficazes no controle do melasma. Dentre as principais, estão: o Polypodium leucotomos, o licopeno, betacaroteno e picnogenol. Este último é utilizado inclusive durante a gravidez para prevenir que o problema piore”, complementa.

A dermatologista lembra que medicações orais podem ser úteis, complementando a fotoproteção, mas que sem a colaboração do paciente e o uso simultâneo dos cremes de tratamento, o melasma não regride. “Em geral, boa parte das pacientes tem suas manchas reduzidas de forma espontânea após a menopausa. No entanto, considerando que a maioria adquire entre a segunda e terceira décadas de vida, há um longo caminho a ser seguido. A prevenção, sem dúvida, é a principal medida”, alerta Juliana Jordão.

FONTE:  R7

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