Os prós e contras de cada técnica de depilação

Lâmina, cremes, depilador elétrico, cera quente ou fria, luz pulsada, laser. Existem várias maneiras de eliminar os indesejáveis pelos da pele. Infelizmente, nenhuma delas é definitiva, mas todas dão resultado. Conheça os principais métodos utilizados:

Por Zahyra Mattar

Diante de tantas técnicas de depilação, às vezes fica difícil saber qual é a melhor. Existem várias e cada uma com um resultado diferente, indicada para um tipo de pele, para uma necessidade.

Nenhuma delas, vale lembrar, é definitiva. Infelizmente! O que têm em comum é a indicação dermatológica. ‘Ah, mas é uma simples depilação’. Verdade, mas, dependendo o que você usar, no futuro pode fazer grande diferença.

Inclusive, o médico pode indicar algo melhor do que aquilo que você utiliza! Prós e contras, acredite, cada técnica possui. Independente do método, existem algumas dicas preciosas.

Suspender o uso de ácidos uma semana antes da depilação com cera, por exemplo, e esfoliar levemente a pele três dias antes ajuda a obter um resultado mais satisfatório e duradouro.

“Tenha cuidado extra quando a região a ser depilada possuir feridas, inflamações, irritações, verrugas e varizes. Não retire os pelos encravados com pinça e sempre hidrate bem a pele”, indica a médica Miriam Carolina Perini Popoaski, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da equipe de dermatologistas da Clínica Pró-Vida, em Tubarão.

Os hidratantes cremosos fazem um trabalho melhor do que óleos e talcos. “Após a depilação, evite expor-se ao sol e não use roupas apertadas ou feitas com tecidos sintéticos por pelo menos um dia”, orienta.


Pelos ‘eternos’: A dermatologista Miriam Carolina Perini Popoaski lembra que nenhuma técnica de depilação é definitiva. .

 

Lâmina
Além de ser o método com menor durabilidade, a lâmina pode provocar irritações e alergias na pele. Se for depilar-se no banho, deixe para fazer isso por último e com a água mais morna. Usar lâminas de qualidade e trocá-las com frequência ajuda a evitar irritações.

E o jeito certo de depilar? “Evite passar a lâmina várias vezes no mesmo local e sempre utilize-a no sentido do crescimento dos pelos, e não o contrário, como a maioria usa”, ensina Miriam.

 

Depilação a laser
Esta é uma técnica que utiliza o calor de aparelhos de laser ou luz intensa pulsada para retardar ou impedir o crescimento dos pelos. Embora o princípio de destruição dos pelos seja o mesmo, laser e luz intensa pulsada são técnicas diferentes.

O aparelho utilizado no tratamento será determinado pelo médico dermatologista de acordo com a pele e com as características do paciente. O laser de diodo é o mais usado devido à sua segurança.

O índice de complicações é baixo, desde que as aplicações sejam feitas por médicos habilitados. São necessárias várias sessões para atingir o resultado desejado.

Este número dependerá do local tratado, da densidade dos pelos e do ciclo de crescimento deles. Em média, seis aplicações são suficientes. Há redução de cerca de 80% dos pelos. Os que restam crescem mais lentamente, são mais finos e claros.

A cor da pele, a espessura e a cor do pelo são fatores determinantes no resultado do tratamento a laser, explica a dermatologista.

“Os melhores resultados ocorrem em pessoas de pele clara e pelos escuros. Ocasionalmente, são necessárias sessões extras para manter o resultado alcançado”, detalha Miriam.

 

Cera quente
É o método preferido das brasileiras. O calor da cera dilata os vasos e os pelos são removidos com a raiz. O resultado dura, em média, 20 dias.

“Entre os benefícios da cera, está a durabilidade, a diminuição e o afinamento dos pelos. Com o tempo, a necessidade de depilar é cada vez mais espaçada e menos dolorida”, detalha a esteticista e depiladora Karla Loch, da SOS Depilação, Estética e Cabelos.

É importante buscar uma profissional com experiência e um local onde a higiene seja palavra de ordem. Assim como outros métodos, alguns cuidados devem ser observados.

Antes de depilar, é bom não usar cremes, em especial os oleosos, pois dificulta a extração dos pelos. “Depois do procedimento, também não é indicado passar nada na pele. Após algumas horas, pode-se usar um gel calmante específico para pós-depilatório”, orienta.

Para evitar os pelos encravados, o ideal é manter uma rotina de esfoliação, principalmente antes da depilação. Após o procedimento, isso também é indicado.

“Não no mesmo dia, claro. Três ou quatro dias depois, é bom retomar a rotina. Existem produtos para serem utilizados no banho, o que facilita para quem não tem muito tempo disponível”, sugere Karla.

 

Creme depilatório
O uso destes produtos é semelhante à lâmina. Os cremes destroem a queratina dos pelos e ele cai, mas não pela raiz. A depilação dura de três a cinco dias e o custo não é tão alto se for para utilizar em um momento de emergência estética.

“Antes, é indicado fazer um teste em uma pequena área, para evitar alergias. O cheiro do produto é bastante forte e não pode ser aplicado em peles irritadas, com inflamações ou lesionadas. Nunca deve ser passado na virilha”, explica Karla.

 

Depilação com luz pulsada
Consiste na exposição à luz intensa pulsada por um aparelho que emite vários tipos de luzes, de comprimentos e ondas diferentes. Assim como no laser, cerca de 80% dos pelos são eliminados. O restante fica mais fino e praticamente inaparente.

“É necessária uma média de seis sessões para alcançar um bom resultado. Depois disso, deve ser feita uma manutenção uma vez ao ano para um efeito prolongado”, esclarece Diana Fregonasse dos Santos, da franquia Não+Pelo.

O tratamento não pode ser feito em áreas de mucosa ou nas sobrancelhas. O método é indolor, mas só deve ser feito por profissionais, pois a aplicação errada pode causar queimaduras e manchas na pele.

A técnica é indicada para quem tem quadros agudos de foliculite (pelo encravado). Pode ser usado por pessoas claras e morenas e as aplicações podem ser feitas no verão, desde que os cuidados sejam redobrados, com uso de bloqueadores e também evitando o bronzeamento cinco dias antes e depois do procedimento.

Aparelho elétrico
A função desses aparelhinhos é arrancar o fio pela raiz, e está justamente aí a principal desvantagem: provoca dor. O método agride menos do que a lâmina, mas não é indicado para a região da virilha e nem da axila.

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