Lembre-se do pescoço: pele fina da área merece atenção redobrada para evitar ruga, mancha e flacidez

Lembre-se do pescoço: pele fina da área merece atenção redobrada para evitar ruga, mancha e flacidez

Com pele muito fina e vulnerável ao ressecamento e rugas, o pescoço é muitas vezes esquecido na rotina de cuidados diários com a pele. Diversos fatores contribuem para o envelhecimento da região

Se você abaixa muito a cabeça para olhar o celular e esquece de passar fotoprotetor no pescoço, esses dois hábitos podem ajudar e muito a envelhecer precocemente a região. “A pele do pescoço e do colo já são mais finas naturalmente quando comparadas à do rosto. Além disso, esse tipo de pele é mais desidratada, tendo menos glândulas sebáceas e menos folículos pilosos. Essa área também é fotoexposta, ou seja, está exposta à radiação solar de forma frequente, e não temos o hábito de passar protetor solar nessa região. Tudo isso acaba contribuindo para o envelhecimento da pele do pescoço com aparecimento de rugas e flacidez”, afirma o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Além disso, recentemente, o número de pacientes com rugas do pescoço (a chamada Tech Neck) vem aumentando e essa é uma tendência confirmada com estudos. Um número crescente de pacientes jovens apresentou essa condição, possivelmente devido ao efeito da postura que eles adotam ao olhar para baixo a todo momento enquanto usam smartphone ou outros dispositivos, de forma que os movimentos repetitivos formam sulcos, como se fossem ‘colares cervicais’”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, citando estudo da Universidade de Chung-Ang, na Coreia do Sul.

De acordo com o Dr. Jardis, como essa pele é mais fina, praticamente sem glândulas sebáceas, qualquer agressão ambiental como radiação ultravioleta, água quente, frio, poluição, ar condicionado e vento acaba favorecendo mais o envelhecimento da região. “Aliado a isso, ainda temos o uso de perfumes contendo álcool e bijuterias que podem causar hipersensibilidade local e alergias, ajudando a provocar ainda mais ressecamento, vermelhidão e mudança da textura da região”, diz o médico.

A Dra. Claudia explica que, por ser uma pele mais desidratada, deve haver o hábito de usar hidratante e protetor solar duas vezes por dia nesta região. “Em relação aos movimentos repetitivos de olhar para baixo, é recomendado a questão da ergonomia, de se olhar para cima, com o celular para o alto”, afirma.

Quanto aos cuidados diários, os médicos enfatizam que esta região do pescoço necessita do uso de sabonetes neutros, loções de limpeza à base de ativos calmantes, utilizados para a higiene da face, assim como loções tônicas que vão preparar a pele para receber pela manhã o sérum hidratante que pode conter Hyaxel, um ácido hialurônico de baixo peso molecular, antioxidantes como Alistin, Arct Alg, Progenitrix, vitaminas e glicosaminoglicanas, além de substâncias que recuperem a volumetria da região como Adipofill e Sculptessence. “À noite, para manter a hidratação sempre em dia, o paciente pode usar um creme com Overnight Repair, um complexo de ativos que tem atuação muito importante na reparação e hidratação da pele”, afirma o médico.

De acordo com os dermatologistas, as vitaminas orais também são muito importantes no tratamento, com o uso de substâncias como Exsynutriment, Bio-Arct e FC Oral, que vão atuar conjuntamente na formação de colágeno, ação antioxidante e hidratante de dentro para fora. Outro ativo muito importante que pode ser usado por via oral é o InCell, que atua na nutrição celular.

Tratamentos — Para quem já sofre com as rugas precocemente por conta do uso do celular, no Brasil, a Biotec Dermocosméticos – responsável por distribuir matéria prima dermo e nutricosmética para farmácias de manipulação – desenvolveu o creme e a cápsula Tech Neck, com função de estimular o colágeno da região e melhorar o aspecto dessas rugas. Enquanto a cápsula traz três poderosos ativos (Exsynutriment, Glycoxil e Incell) para atuar na síntese de colágeno e proteção da pele, o creme diminui a degradação de colágeno e tem ação preenchedora, por conta do ativo SWT7, Hyaxel e Progenitrix.

A toxina botulínica figura entre os procedimentos mais utilizados hoje para tratar as linhas de expressão que formam os colares horizontais. “Ela também pode ser usada em sessões realizadas a cada seis meses”, afirma a Dra. Claudia. Além disso, tratamentos com lasers também apresentam bons resultados. Segundo a dermatologista, o uso de lasers fracionados ablativos, como Resurfx, com downtime (tempo de recuperação) de 48horas, promove neocolagênese, ou seja, uma nova formação de colágeno. “E quando associado ao ácido poli-L-lático, o Sculptra, ele pode ser feito na mesma sessão; começamos com o Sculptra de aplicação profunda em toda a área de tratamento na derme profunda, reticular, e logo a seguir, no mesmo tempo, é feita a aplicação do Erbium Glass 1565, com resultados realmente excepcionais para retração da pele, redensificação, melhora da elasticidade e tratamento da presença das rugas, das manchas e a textura da pele”, comenta.

Já o Dr. Jardis Volpe destaca o tratamento Picoway Resolve, que é feito com laser ultrarrápido (com pulsos em picosegundos) e que permite rejuvenescimento holográfico, sem causar efeito térmico na pele do paciente e, também, sem tirar o paciente das atividades diárias. “Ao entrar em contato com a pele em uma velocidade altíssima, o laser causa o que chamamos de LIOBS, uma ruptura óptica induzida pelo laser. E o estímulo ao novo colágeno para o rejuvenescimento é dado por esse microdano, possibilitando que o paciente não sofra com o efeito térmico do aquecimento, comum em outras tecnologias. A pele é atingida de forma fracionada e localizada (o dano ocorre somente no ponto focal), sendo um tratamento não ablativo (o que mantém a superfície da pele íntegra e causa menor desconforto ao paciente), mas isso não altera a eficácia no estímulo à neocolagênese”, afirma. Uma das grandes vantagens do tratamento é ter um pós-procedimento sem downtime e isso não atrapalha a rotina diária dos pacientes. Esse tratamento é feito em seis sessões com intervalos mensais.

Fontes:

Dra. Claudia Marçal – Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Dr. Jardis Volpe – Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

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