Adeus celulite: procedimentos com colágeno reduzem a flacidez

“Logo após a primeira sessão, senti a pele mais iluminada, com uma textura melhor e rejuvenescida”, contou a paciente

Agência O Globo

 

 

Presente no corpo humano, o colágeno é uma fibra proteica responsável pela estrutura, pela firmeza e pela elasticidade da pele. A notícia ruim é que sua produção começa a cair quando se atinge os 35 anos de idade. A boa é que cada vez surgem mais tratamentos para estimular que ela continue.

A dermatologista Camila Moulin aposta na criação de um “banco de colágeno” para adiar o envelhecimento, ou seja, um estímulo da substância uma vez por ano, por meio de um tratamento específico ou vários combinados. Um deles é a radiofrequência, que pode ser intercalada com outros procedimentos:

— Alguns tratamentos aumentam de 60% a 80% a produção do colágeno e não são agressivos. Antigamente, quando chegavam perto dos 40 anos, as mulheres já se submetiam a cirurgias plásticas. Hoje é possível chegar aos 60 sem fazer um procedimento invasivo e com uma pele incrível. Mas, para isso, é preciso apostar em prevenção.

Já na Clínica The Skin, do Grupo Paula Bellotti, a Skin Gold Therapy utiliza um equipamento que, segundo a médica responsável pelo espaço, Luciana Hitomi , estimula a produção de colágeno novo e melhora a flacidez da região que recebe o tratamento.

—Logo após a primeira sessão, senti a pele mais iluminada, com uma textura melhor e rejuvenescida —diz a paciente Marilda Vendrame.

De acordo com a dermatologista Gabriella Albuquerque, um bom resultado pode ser obtido por meio de bioestimuladores injetáveis, aplicados no rosto ou no corpo. O efeito dura entre um e quatro anos.

— Um dos ácidos atua como bioestimulador. Outro promove um lifting imediato e um estímulo de colágeno tardio, provocado pelas moléculas de cálcio e fosfato. E há ainda outra opção que promove volume na região e um efeito variável de duração do produto, de acordo com os diferentes tempos de bioestimulação da técnica —explica Gabriella.

No consultório de Ana Carolina Sumam, um dos procedimentos mais procurados é o realizado com o aparelho Ultraformer III, que também pode ser usado no corpo e no rosto, incluindo a região da papada e a da gordura axilar. O tratamento promove um lifting facial e combate a flacidez e a gordura localizadas.

—Trabalho com ele há seis meses, e já teve paciente pedindo para fazer mais uma sessão. No entanto, sugiro que seja respeitado um intervalo de seis meses, no mínimo. O ideal é uma sessão por ano. O resultado surge de dois a três meses depois da sessão, e ele ainda continua promovendo um estímulo de colágeno por mais tempo, cerca de seis meses — detalha Ana Carolina.

Na Clínica Arthys, a diretora e fisioterapeuta dermatofuncional Estela Cardoso aposta no tratamento conhecido como Revital, que pode ser realizado no rosto e no corpo. A diferença está nos eletrodos que são utilizados.

— Se o colágeno está envelhecido, não adianta passar cremes. É preciso estimular a produção de mais proteína. O Revital consiste na associação entre a radiofrequência e a crioestimulação, que congela a região, aumentando a a irradiação e, dessa forma, estimulando essa produção de colágeno — explica.


Resultados aparecem três meses depois

Diretora médica das Clínicas Hexsel de Dermatologia, Doris Hexsel explica que injeções de ácido poliláctico induzem a formação de novo colágeno e melhoram a firmeza da pele e o aspecto caído que ela pode adquirir. O efeito da substância sobre o organismo dura de dois a três anos. A dermatologista recomenda que sejam realizadas três aplicações, com intervalos de um a dois meses. O procedimento demora cerca de 30 minutos.

— Desenvolvi a técnica L Lifting, que injeta o produto em forma de L invertido na face, da região malar até o couro cabeludo. Assim, sustentamos a pele e retardamos a sua distensão normal, sem que o rosto fique com aspecto insuflado. O ácido induz a formação de colágeno entre um e seis meses depois da injeção — explica Doris.

No consultório de Renata Marques, muitas pacientes têm optado pela técnica conhecida como microagulhamento. O procedimento estimula os fibroblastos, as células responsáveis pela produção do colágeno. Os resultados demoram cerca de três meses para aparecer, e a melhora no aspecto da pele, que pode ser de 70% a 80%, ocorre após pelo menos duas sessões. De acordo com a profissional, a técnica pode ser usada em pessoas sensíveis à temperatura e em peles negras sem causar nenhum tipo de reação alérgica, algo comum nos tratamentos com laser.

Um dos procedimentos feitos por Renata tem como base o aparelho Voluderm, sistema de microagulhamento com radiofrequência que, além de colágeno, estimula a produção de ácido hialurônico e elastina:

— O Voluderm pode ser feito no verão, já que não agride a derme, é minimamente invasivo e rápido.

Outro tipo de microagulhamento é feito com roller com agulhas, que chega até a derme e estimula a produção da substância, seja no corpo ou no rosto. O valor varia de acordo com o tamanho da área onde ele será usado.

— Ele pode ser usado para melhorar o aspecto de cicatriz de acne e estrias. Podem ser feitas até dez sessões, que levam de 30 minutos a uma hora — diz Renata.

 

 

 

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