Será o fim da calvície? A última novidade é o MMP®, tratamento mais eficaz e rápido. Entenda como funciona e o que diz uma especialista

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Calvície

O método MMP®, de Microinfusão de Medicamentos na Pele, tornou os tratamentos da calvície mais eficazes e rápidos. A técnica permite a introdução de medicamentos estéreis no local exato do problema. Os remédios injetados variam de acordo com a necessidade do paciente.

Indicado para homens e mulheres, o MMP® é um tratamento com aplicações rápidas, tem uma sensação de dor tolerável, com anestesia local, e não exige repouso do paciente. O método foi desenvolvido pelo Dr. Samir Arbache, que foi agraciado no mês de agosto com o Prêmio Protetores da Pele de Inovação – 2018.

Um dos primeiros estudos de Arbache sobre o MMP®, publicado em 2013, mostra que a ideia partiu da análise do método usado nas tatuagens.

A dermatologista Dra. Cláudia Sandri, que oferece o tratamento MMP® na clínica em Maringá, explica que a técnica usada atualmente é “diferente da mesoterapia convencional e também difere do microagulhamento”.

O método, explica a médica, é mais completo. “Podemos dizer que é a junção das duas técnicas anteriores, entregando resultados mais rápidos e duradouros”, afirma. Ela conta que os medicamentos que podem ser injetados variam em cada caso. “Tem o minoxidil, vitaminas, finasterida, fatores de crescimento”, exemplifica.

A Dra. Cláudia Sandri ressalta que é preciso fazer uma avaliação específica para determinar uma quantidade de aplicações, mas em todos os tratamentos a “a aplicação deve ser feita apenas uma vez ao mês, diferente da mesoterapia onde as aplicações devem ser semanais ou quinzenais”, orienta.

Questionada sobre o número de sessões, ela afirma que “depende do estágio da queda, mas em geral varia de quatro a seis”, afirma.

A injeção dos medicamentos é feita com o uso de uma máquina que utiliza microagulhas, em um movimento de vai e vem. “Usamos a velocidade e profundidade adequadas para que se possa agir no local ideal para o tratamento da patologia.”

Se dói? A doutora explica que a dor “é tolerável, uma vez que o paciente é submetido a uma anestesia local”. O tratamento é realizado em consultório, ficam apenas algumas vermelhidões no local da aplicação após a sessão, que é rápida e não prejudica atividades cotidianas dos pacientes.

A dermatologista lembra que o tratamento inclui uso de medicação para garantir melhores resultados. “A pessoa deve fazer uso rigoroso das medicações de uso domiciliar prescritas pelo dermatologista”, orienta. A Dra. Claudia Sandri oferece outros tratamentos para a calvície e ressalta que é preciso ter cuidado na escolha do profissional.

“É importante destacar que esta técnica (MMP®) exige conhecimentos específicos para ser realizada. Por esta razão, recomendamos aos pacientes a sempre procurar dermatologistas associados a Sociedade Brasileira de Dermatologia”, destaca.

 

Ideia pode ser chamada de Drug Delivery

 

O tratamento MMP® foi idealizado por Samir Arbache e Dirlene Roth e prevê a introdução dos medicamentos na pele de forma inovadora. É um tipo de tratamento que pode ser chamado de Drug Delivery, pois aplica a medicação para a pele de forma diferente da ingestão via oral ou do uso de cremes.

Existem outras formas de Drug Delivery com o uso de laser ou radiofrequência, mas não para o tratamento MMP®.

O conceito principal desenvolvido pelos médicos para tratar a calvície é para que o remédio atravesse melhor a parte superficial da pele e penetre mais profundamente. Desta forma, atinge alvos na derme e hipoderme, o que aperfeiçoa os tratamentos de doenças cutâneas ou do próprio envelhecimento.

A técnica também pode ser usada em manchas brancas provocadas pelo sol (leucodermia gutata) nos braços e pernas. O tratamento estimula o retorno da pigmentação natural da pele, com respostas que podem ser observadas cerca de duas semanas após a aplicação.

As cicatrizes hipertróficas e os queloides também podem ser tratadas com o MMP®. Os medicamentos permitem a diminuição da altura, rigidez e alargamento, além de aproximar a pele da cor natural.

Outros usos da técnica incluem o combate ao envelhecimento da pele, estrias, melasma (manchas escuras no rosto), seringomas (pequenas bolinhas abaixo dos olhos), verrugas e até psoríase.

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