Novas Ténicas, Melhor Recuperação

Independentemente da sua área de atuação, quem deseja ser um bom profissional precisa estar sempre atualizado, seja na formação pessoal ou nos equipamentos. Muitas vezes é nessa constante capacitação que o profissional encontra, inclusive, novos campos de trabalho.

Anderson Coelho - A fisioterapeuta Núbia Celes: 'Não adianta querer usar todos os aparelhos, vai depender de cada caso. Nem sempre o mais novo é o mais indicado'

A fisioterapeuta Núbia Celes: “Não adianta querer usar todos os aparelhos, vai depender de cada caso. Nem sempre o mais novo é o mais indicado”

Quem imagina que a fisioterapia é destinada apenas a quem sofre traumas ou precisa se recuperar de cirurgias pode se surpreender ao saber que os cuidados dessa área podem começar antes ainda. A fisioterapeuta Núbia Celes há cerca de dois anos se dedica a mostrar a importância da fisioterapia em todas as etapas. Atualmente ela trabalha junto a cirurgiões plásticos e participa do processo desde a avaliação inicial.

“Vejo no pré-operatório o que pode influenciar no resultado da cirurgia. Se houver algo que possa influenciar muito, como celulites, gordura localizada e estrias, encaminho o paciente para outro profissional que cuidará dessa parte mais estética. Depois vou para o centro cirúrgico junto com o médico e trabalho de forma a prevenir algumas complicações, como aderências, fibroses e equimoses (manchas roxas). E por fim temos o pós-operatório, onde com seis a sete sessões esse paciente consegue voltar para suas atividades diárias”, descreve.

Justamente por esse acompanhamento de perto, ela conta que cerca de três vezes ao ano frequenta congressos e cursos relacionados à cirurgia plástica para conhecer novas técnicas e aparelhos. “Os médicos estão se atualizando e nós precisamos nos atualizar também”, diz.

Celes conta que a atuação do fisioterapeuta junto às complicações é relativamente nova, tendo surgido há cerca de cinco anos. “A parte de (fisioterapia) dermatofuncional não é nova, mas antigamente o fisioterapeuta era formado apenas para fazer a drenagem linfática, hoje a fisioterapia é indicada para qualquer caso.” Ela diz que alguns médicos ainda não entendem a necessidade e os benefícios que a atuação do fisioterapeuta pode trazer. “Em qualquer pós-cirúrgico se indica a fisioterapia. Não é porque foi uma cirurgia plástica que não precisa, o corte é igual, o dano ao tecido também”, destaca.

APARELHOS

Dentro de sua área de atuação, Celes conta que o tratamento pós-cirúrgico pode ser feito com técnicas manuais mas também usando aparelhos, como o laser e a radiofrequência. Embora surjam novidades a todo momento, ela afirma que o uso de um ou outro aparelho vai depender da necessidade do paciente. “Um acelera e o outro freia a cicatrização. Não adianta querer usar todos os aparelhos, vai depender de cada caso. Nem sempre o mais novo é o mais indicado.”

Ainda no período chamado intraoperatório, Celes diz que um procedimento novo é o uso do chamado “tape” ou bandagem, como as usadas pelos atletas. O fisioterapeuta usa a fita para aproximar o chamado “espaço morto” que a cânula ou o bisturi faz, evitando o excesso de fibroblasto e colágeno, o que por sua vez previne algumas complicações como a fibrose e a aderência, segundo a especialista.

 

FONTE: Folha Londrina

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