Além da aparência física, brasileiros buscam bem-estar ao optar por um procedimento estético

Cuidados com o visual são muito valorizados ultimamente, tanto pela mulher quanto pelo homem, para a satisfação física, social e emocional

 por Elizabeth Colares Laura Valente 

 

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
A funcionária pública Luciane Miranda Diniz, de 52 anos, diz que mantém a vaidade na medida certa (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Os avanços da tecnologia, que tornam os procedimentos estéticos cada vez mais precisos e seguros, são responsáveis, em grande parte, pela crescente busca pelas clínicas de estética no país. Nesse aspecto, o Brasil é, atualmente, o segundo colocado no ranking mundial de cirurgia plástica, com 1,2 milhão de operações realizadas em 2015, data do último levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). Além da aparência física, o brasileiro, tradicionalmente ligado à beleza e à estética, busca o bem-estar físico, social e emocional. Profissionais alertam que é preciso avaliar cada caso, e que o médico precisa deixar claro quais são os limites dos procedimentos e estar atento em apresentar ao paciente expectativas reais.

E não só as mulheres querem manter um corpo “em cima”, a pele e os cabelos saudáveis. O público masculino também se rende aos tratamentos disponíveis no mercado para melhorar a aparência e se sentir bem com o visual. Cuidados como depilação, limpeza de pele, pelling, manicure e pedicure são cada vez mais comuns entre os homens. Tudo isso aliado ao uso de cosméticos, hidratantes para os cabelos e barbas, protetor solar, entre outras facilidades disponibilizadas para todos os perfis.

Também entram na lista as massagens relaxantes, muito procuradas para aliviar sintomas de cansaço físico e estresse. Esteticista e massagista, Luiz Santos, da clínica de estética masculina Essens, diz que a procura é muito grande. “São homens de faixa etária jovem aos mais de 70 anos, que vêm descobrindo que a questão estética faz bem para a autoestima, possibilita que se sintam mais leves, bonitos e com aparência mais harmônica.”

A funcionária pública federal Luciane Miranda Diniz, de 52 anos, sempre foi ligada a esportes e ao corpo. Aos 38, fez lipo e procura sempre manter a dieta em dia. Depois dos 40 sentiu a necessidade de fazer tratamentos estéticos para acabar com as “incômodas” gorduras localizadas. Assim, há três anos frequenta uma clínica de estética pelo menos uma vez por semana, onde se submete a vários protocolos. “A aparência é outra e me sinto muito bem comigo mesma, não só física, mas emocionalmente”, diz.

RECURSOS

Outro procedimento que vem ganhando espaço é a restauração capilar, que já conta com tratamentos de ponta – incluindo os de prevenção – e até mesmo com o auxílio da robótica em cirurgias de transplante.

Por fim, ganham destaque nessa lista os tratamentos contra o tão temido melasma, que não tem cura, mas que os avanços da medicina dermatológica e a tecnologia prometem resultados cada vez mais eficientes no controle do problema. Comum no rosto, sabe-se que a exposição em excesso aos raios solares é um dos principais fatores de risco para o aparecimento dessas manchas, razão da recomendação do uso constante de protetor solar. “Atualmente, a disponibilidade de tratamentos novos que controlam a mancha sinaliza grande avanço”, afirma o médico Bruno Vargas, diretor da clínica de mesmo nome e idealizador do Portal do Melasma.

Nesta reportagem especial, conheça os recursos disponíveis para todo tipo de procedimento, tratamento e prevenção de males e incômodos que afetam a autoestima e, principalmente, a saúde da população.

Excelência no bisturi 


O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de cirurgia plástica, com 1,2 milhão de operações realizadas em média por ano. Especialista aponta cobrança por perfeição como um dos perigos desse tipo de procedimento

Luara Valente

Jair Amaral/EM/D.A Press
A advogada Priscilla Tereza de Paula, de 29 anos, admite ter recorrido a vários procedimentos cirúrgicos por vaidade (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

O Brasil é vice-líder no ranking mundial de cirurgia plástica, com 1,2 milhão de operações realizadas em 2015, data do último levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). “Temos excelência na área, o que também se deve ao fato de sermos um país tropical, em que há grande exposição do corpo ao sol a maior parte do ano, e ao aspecto cultural, que nos coloca como um povo muito ligado à beleza e à estética”, afirma Alexandre Meira, cirurgião e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Minas Gerais (SBCP-MG).

Nos consultórios, o médico afirma que os procedimentos mais procurados são as cirurgias da mama (de aumento, redução ou apenas para levantar os seios), a lipoaspiração (de contorno), as cirurgias da face, como blefaroplastia (pálpebras), face lift, rinoplastia (nariz) e otoplastia (orelhas de abano); as do abdôme e, mais recentemente, as de braços, coxas e bumbum. “Muitas relacionadas às grandes perdas de peso decorrentes das cirurgias bariátricas, cada dia mais comuns em nosso meio. Já entre os homens, também têm feito sucesso os implantes de cabelo ligados à calvície e até ao aumento da barba.”

Os avanços da tecnologia, conta ele, são outro motivo que leva mais pessoas ao bisturi, já que os procedimentos estão mais seguros. Favorece o movimento, ainda, uma mudança de cultura que reconhece a funcionalidade de uma cirurgia plástica para a promoção do bem-estar físico, social e emocional.

Meira afirma que o público chega aos consultórios quando há necessidade de reparar um dano físico ligado à forma ou à função, ou quando se vê constrangido ou inibido com o aspecto de alguma parte do corpo. “Em casos que envolvem correção ou mesmo apenas a estética, caberá ao cirurgião plástico analisar e explicar ao paciente as possibilidades de sucesso e insucesso, principalmente em relação a resultados e expectativas acima daqueles que a cirurgia ou o procedimento estético poderão oferecer”, pondera.

A maior parte do público-alvo, conta, ainda é a população feminina, muito por questões relacionadas à vaidade e ao período pós-gestação, mas os homens também se mostram interessados, inclusive por procedimentos como lipoaspiração, face lift, pálpebras e rinoplastia.

“Creio que toda mulher é vaidosa, e não sou uma exceção. O primordial é se sentir bem consigo mesmo e isso inclui a aparência”, afirma Priscila Tereza de Carvalho Ribeiro de Paula. Advogada, de 29 anos, ela é adepta de cuidados estéticos que incluem limpeza de pele, depilação a laser e massagem redutora. Também já recorreu à cirurgia plástica. “Há seis anos, coloquei prótese mamária (bem naquela época em que silicones estavam estourando), por questão puramente estética, visto que meus seios eram pequenos”, conta. E aderiu, ainda, à bichectomia (retiradada da bola de Bichat – gordura que fica na bochecha – para deixar o rosto mais fino) e à aplicação de botox nos lábios. Mas ela adverte que é preciso pesquisar. “Agir por impulso, motivado por propagandas de custos baixos, pode ser um ‘barato que sai caro’.

PONDERAÇÃO 

Entre as “cirurgias da moda”, o especialista pede atenção para o que chama de banalização da bichectomia. “Há profissionais, inclusive não médicos, que fazem essa cirurgia simplesmente pelo pedido do paciente, sem uma ponderação dos prós e contras, sem esclarecimentos adequados do que esse procedimento poderá acarretar no futuro, riscos como sangramentos, infecções e lesões nervosas. E sem realizar esse procedimento em ambientes adequados.”

Já cirurgias como ritidoplastia, gluteoplastia de aumento e ninfoplastia têm grande chance de sucesso, desde que realizadas por cirurgião plástico com formação adequada e em ambiente adequado, com indicações responsáveis.

“O sucesso delas contribui para a difusão do ganho de bem-estar, resultado que influencia outras pessoas a buscar tais procedimentos. Em voga agora, trata-se de técnicas antigas, já bem documentadas, descritas na literatura médica.”

Meira destaca, ainda, que, antes de realizar qualquer cirurgia, o médico precisa deixar claro quais são os limites dos procedimentos e estar atento em apresentar ao paciente expectativas reais. “As pessoas precisam perceber que há perfis diferentes, belezas distintas, Scheila Carvalho e Gisele Bündchen, por exemplo. Muitas vezes, o paciente quer um resultado que não é apropriado para o respectivo biótipo: uma mulher longilínea querer quadril grande, ou uma de coxa grossa querer ficar fina. Ou um peito muito em pé e grande, sendo que a flacidez da pele não comporta… Então, todos os pontos devem ficar bem esclarecidos no consultório, já que o resultado só será bom se houver consenso entre expectativas e realidade”.

Cuidado com o exagero 

Marcos Vieira/EM/D.A Press
“A demanda é muito grande e envolve queixas comuns de depósito de gordura e mamas fora dos padrões, além de outros motivos” – Ronan Horta, cirurgião plástico (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Atuando há 30 anos como cirurgião plástico, Ronan Horta tem um olhar clínico e crítico para abordar a área. “Principalmente no mundo ocidental, a estética corporal tem definições quase herméticas (fechadas). A demanda é muito grande e envolve queixas comuns de depósitos de gordura e mamas fora dos padrões, além de outros motivos que, resumidamente, fazem com que as pessoas busquem se aproximar dos modelos estéticos vigentes.” Até aí, tudo bem. Mas o médico chama a atenção para o que considera um problema.

“No momento, estamos vivendo a crise dos exageros, das superindicações. E isso, mesmo quando a cirurgia objetiva um tratamento. Tanto que as pessoas estão chegando aos consultórios muito jovens e, em muito, devido à cobrança social em relação aos padrões estéticos, o que gera ansiedade pela perfeição. Ora, a face transparece o tempo, mas as pessoas se sentem proibidas de envelhecer e querem apagar esses sinais. Mais grave é quando buscam procedimentos realizados de maneira não profissional e criteriosa, correndo o risco de agravar ou até de criar um problema.”

Entre modismos, o médico também cita a bichectomia, cirurgia que retira da face uma estrutura importante. “A bola de Bichat é uma mola gordurosa que existe abaixo do malar, próximo aos lábios, cuja missão é amortecer a mastigação, proporcionar volume de ar para a fala e, ainda, harmonizar e mímica facial. São raras as indicações para sua retirada. Tanto que foi criada por um médico oriental, visando harmonizar o rosto das asiáticas. Mas, aqui, como as faces ocidentais já têm ossos de estruturas mais proeminentes, não gosto do resultado.” O médico reforça, ainda, que, pelo mundo, o procedimento também é raro. “Não consigo explicar a origem dessa moda no Brasil. Precisamos abordar também o risco de profissionais de outras especialidades e atividades estarem fazendo a bichectomia, procedimento que indico em ocasiões raríssimas, excepcionais, e apenas se a expectativa de resultado sugerir melhora estética, o que nem sempre ocorre.”

CONSAGRADOS 

Entre os procedimentos de face mais consagrados, o médico aponta a blefaroplastia, cirurgia simples e de resultados significativos, tanto para homens quanto para mulheres. “A cirurgia elimina bolsas, excesso de pele e as sombras responsáveis pela aparência de olhar cansado.” A indicação, reforça, é sugerida a partir do momento que a região mereça tratamento. “Tenho pacientes de 25 anos com bolsas familiares muito pronunciadas e que vão se beneficiar muito com a cirurgia”, exemplifica.

Também campeã nos consultórios, a face lifting é consagradíssima e traz resultados cada vez mais naturais, uma vez que objetiva recolocar estruturas internas que gravitam com o passar do tempo no lugar de origem. “Com o passar dos anos, algumas estruturas internas gravitam e vão criar sombras, sulcos, apagamento de linhas, ‘esvaziando’ algumas regiões. A face lifting repõe essas estruturas no lugar de origem, por meio de vetores que fazem movimentos contrários ao da gravidade, e retira o excesso de pele que sobra”, explica, dizendo que a procura pelo procedimento é mais comum entre mulheres (70%) do que entre os homens (30%) e na faixa etária a partir dos 50 anos.

Por falar em público masculino, o médico cita ainda a ginecomastia, que visa corrigir o aumento das mamas masculinas, como cirurgia comum, simples e com resultados muito positivos para a autoestima de homens de todas as idades. A demanda para a lipoaspiração também vem deles, em muito justificada pela genética que determina acúmulo de gordura, “que não há ginástica que tire”, afirma.

Em qualquer segmento da cirurgia plástica, o especialista afirma que o Brasil conta com medicina de altíssimo nível, grupo de profissionais éticos, bons cirurgiões, que são bem atualizados. Mas lembra que o que deve nortear a procura pelo bisturi é a harmonia focada na própria identidade e não nos padrões vigentes, modismos ou semelhança com o outro.

Para quem reclama das gordurinhas, um último recado: segundo o médico, as células mesenquimais de gordura estão no centro de pesquisas que prometem revoluções em cirurgias plásticas e estéticas. Um dos focos, conta ele, vem do potencial extraordinário como indutoras da reorganização das fibras de colágeno, “o que representará uma grande avanço”, prevê. Por fim, ele descreve o que considera resultado ideal após uma cirurgia plástica. “É quando você olha para a pessoa e não percebe que ela operou, mas, sim, reconhece que as estruturas anatômicas estão no devido lugar.”

Tecnologia ajuda a modelar o corpo
Clínicas de estética e spas apostam em aparelhos de última geração, capazes de estimular a produção de colágeno em protocolos contra gordura localizada e celulite

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
“A escolha do melhor protocolo é definida a partir da avaliação realizada por profissionais da área de saúde a respeito da condição física e do estilo de vida do cliente” – Daniela Lanna Shamash, proprietária do Spa Aviv (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

“A celulite e a gordura localizada no abdômen, em flancos e nas coxas são as principais queixas do público que procura tratamentos estéticos em clínicas e spas”, revela Daniela Lanna Shamash. Proprietária do Spa Aviv, espaço fundado em 2008, ela destaca alguns protocolos indicados para mulheres e homens que desejam um corpo esculpido. Para perda de gordura localizada há aparelhos e tecnologias como criolipólise e criofrequência, a carboxiterapia – aplicação de dióxido de carbono, além de diversos tipos de ultrassom estéticos, a exemplo da técnica conhecida como lipocavitação. No combate à celulite, ela também destaca aparelhos que mesclam massagens, como drenagem linfática, modeladora e relaxante (cellutec); ultrassons específicos (manthus, por exemplo), técnicas de eletroestimulação e de termoterapia, entre outros. “A escolha do melhor protocolo é definida a partir da avaliação realizada por profissionais da área de saúde a respeito da condição física e do estilo de vida do cliente”, afirma.

O espaço também oferece massagens manuais, incluindo o famoso método Renata França (drenagem e massagem) e drenomodeladoras, num trabalho em conjunto com os aparelhos, além de linhas de tratamentos alternativos apoiados em técnicas da medicina indiana (ayurveda) e da acupuntura estética.

Independentemente do protocolo sugerido, a especialista lembra que trabalhar a questão da reeducação alimentar e praticar atividade física é fundamental para melhores resultados. “A estética não funciona sozinha, pois é uma soma de fatores: qualidade de vida, boa alimentação e atividade física para resultados mais rápidos e efetivos, que também podem ser conquistados com a adesão aos nutricosméticos, ou alimentos em cápsulas, ricos em vitaminas e ativos que ajudam a diminuir a flacidez, numa estratégia in e out.”

Entre os protocolos mais avançados, ela aponta a criofrequência, tecnologia que objetiva a perda de gordura e o combate à flacidez e à celulite. “Por meio de ondas térmicas, o aparelho consegue romper as membranas da célula de gordura e de fibras de colágeno degradadas, estimulando a produção de novas fibras, que serão modeladas.” Numa situação ideal (quando quem recebe o tratamento está em dia com a dieta e a rotina de atividades físicas) é possível perder de 6cm a 12cm de medidas depois de quatro a seis sessões. Mais uma vez, ela afirma que a durabilidade do efeito depende do estilo de vida de cada um, com possibilidade de atingir até um ano. “Conseguimos eliminar boa quantidade de gordura localizada, aumentar tonicidade e o aspecto do tecido. No entanto, a manutenção dos resultados depende de cada um”, avisa.

ATÉ OS MÚSCULOS 

À frente da unidade belo-horizontina da Onodera, em sociedade com Janaína Rodrigues, Marina Campelo conta que a clínica oferece mais de 40 protocolos de tratamentos estéticos, corporais e faciais. Entre os mais inovadores aponta o trilipo, aplicado por meio de plataforma que combina três tecnologias distintas: radiofrequência, ativação muscular e laser resurfacing (antienvelhecimento). “Além de trabalhar a flacidez com o estímulo à produção de colágeno, tonifica músculos, ajudando a dar mais sustentação à pele e favorecendo o recrutamento de mais fibra muscular”, explica.

Outra tecnologia novidadeira é a shock wave (ondas de choque), cita Marina. “O aparelho emite vibrações que rompem as fibras de celulite, trabalhando para deixar a pele mais uniforme e combater as ondulações. É a única tecnologia não invasiva com o resultado de romper as travas de fibrose, muito indicada para braços, pernas, abdômen e em fibrose pós-cirúrgica, principalmente pós-lipoaspiração”, explica.

Marina descreve as principais queixas femininas: gordura, celulite e flacidez, e caracteriza o público-alvo dos tratamentos estéticos como “qualquer pessoa que queira melhorar a aparência”, lembrando que uma consultoria especializada e completa define as melhores estratégias de cada atendimento. Cita, ainda, que há acompanhamento por meio de fotos antes e durante o tratamento e reforça que alcança melhores resultados os que abrem mão dos maus hábitos. “Estética é um conjunto. É possível chegar a resultados muito bons, perder centímetros e ganhar contornos, o que reflete diretamente na autoestima e na qualidade de vida”.

Personagem da notícia

“A aparência é outra”

Luciane Miranda Diniz – 52 anos, funcionária pública federal 

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

“Desde sempre fui muito ligada a esportes e ao corpo. Engravidei aos 21 anos, recuperei meu peso em seguida e, aos 38, fiz lipo. Também mantenho a dieta em dia, mas, depois dos 40, o metabolismo muda, a gravidade mostra sua força e aparecem gordurinhas localizadas insistentes, principalmente no quadril e nas coxas. Então, busquei suporte nos tratamentos estéticos. Há 3 anos frequento a Onodera pelo menos uma vez por semana, onde faço protocolos relacionados a massoterapia, drenagem linfática e termoterapia em plataformas, com resultados que considero excelentes: a aparência é outra. Lembrando que é superimportante cuidar da atividade física, da alimentação e da cabeça boa, inclusive em relação à vaidade. Tanto, que falo que, na minha prateleira da vida, ela está em um lugar salutar, nem para mais, nem para menos.” 



Rosto mais jovem sem cirurgia 

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
A dermatologista Thathya Taranto cita vários tratamentos faciais e corporal (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

A tecnologia tem sido grande aliada no combate aos sinais do envelhecimento da pele, vide o sucesso de terapias à base de toxina botulínica, que lidera o ranking mundial de procedimentos estéticos não cirúrgicos – foram mais de 4,6 milhões de aplicações em 2015, segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery – Isaps). Prova de que a área avança a passos largos e oferece ainda mais alternativas para queixas como linhas de expressão, rugas e flacidez que podemos imaginar, como afirma a dermatologista Thathya Taranto. “A dermatologia estética evoluiu muito e a cada temporada surgem novas tecnologias, minimamente invasivas, capazes de deixar a pele impecável.”

A médica aponta drogas e aparelhos como “verdadeiros arsenais de batalha em tratamentos facial e corporal” e afirma que impressionam pela potência e resultados alcançados. “Hoje, é possível recorrer a procedimentos em consultórios dermatológicos que substituem ou retardam cirurgias, como lifting facial e blefaroplastia (cirurgia das pálpebras).”

TERAPIAS 

No alvo da profissional, problemas como flacidez, “processo de envelhecimento natural da pele que começa a partir dos 30 anos, quando passamos a produzir menos colágeno e elastina”, descreve. Para combater o mal, ela tem apostado em terapias à base de ácido poli-L-láctico (Sculptra), que estimula a produção de fibras de colágeno, responsáveis pela firmeza e sustentação, além de repor volume e suavizar sinais do envelhecimento, “proporcionando uma aparência natural”. Taranto cita, ainda, outros bioestimuladores de colágeno, a exemplo do radiesse. “Ele funciona à base de hidroxiapatita de cálcio e trata a perda de volume facial, corrige sulcos da face, como o bigode chinês, suaviza rugas ou linhas marionete e melhora o contorno facial”, descreve.

Ainda em relação à recuperação da elasticidade da pele, há indutores percutâneos de colágeno por agulhas (IPCA), alternativa eficaz, com tempo de recuperação curto. “O tratamento reorganiza as fibras internas, deixando a pele mais firme e viçosa. Com o auxílio de agulhas muito finas, age de forma construtiva (mais fisiológico), estimula os fibroblastos (células responsáveis pela produção de colágeno) e atenua sinais de envelhecimento. Ele pode ser utilizado em qualquer tipo de pele e a medicação é personalizada”, avisa.

Xô rugas, linhas de expressão, flacidez 

Tratamentos à base de ácido hialurônico e toxina botulínica, laser, microagulhamento, ultrassom microfocado e radiofrequência

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– Novidade em relação ao ácido hialurônico é a técnica MD Codes, abordagem que mapeia com exatidão pontos específicos da face para serem preenchidos com o composto. Ele trata e, ao mesmo tempo, previne o envelhecimento, sendo possível reestruturar e devolver projeção a áreas como bochechas, osso zigomático e queixo, suavizar olheiras, linhas de marionete e o bigode chinês.

– A toxina botulínica, o famoso botox, impede que as linhas de expressão marquem permanentemente a pele. Reduz ou elimina temporariamente rugas de expressão, como os “pés de galinha”, rugas de bravo, que surgem entre as sobrancelhas, e aquelas ruguinhas que aparecem na testa.

– O VoluDerm® é uma técnica de microagulhamento que aquece a derme e estimula a autoprodução de ácido hialurônico, regeneração e estímulo de colágeno e aumento de elastina. Devolve volume e firmeza ao rosto, preenche linhas finas, melhora a textura de pele, reduz os poros e traz luminosidade e viço.

– O laser Fotona 4D estimula o colágeno, melhora o relevo, a textura, o contorno facial e atenua rugas e manchas. A plataforma promove um minilifting, porque combina dois lasers, ND Yag e Erbium Yag, em uma mesma sessão para o rejuvenescimento global da face, estimulando a produção de colágeno em todos os níveis da derme.

– O laser Spectra Lumina é mais uma solução. Ele associa diferentes tecnologias para um tratamento global da face, que estimula colágeno, melhora a textura e clareamento da pele, suaviza olheiras e reduz poros dilatados, proporcionando uma pele mais lisinha e iluminada.

– O ultrassom microfocado utiliza a tecnologia Ultraformer III, de lifting não invasivo e atualmente o mais potente do mercado. Devolve firmeza à pele pelo estímulo de colágeno em diferentes níveis, desde a fáscia muscular até a derme, combate a flacidez e remodela o contorno do rosto, atenua linhas de expressão e rugas finas.

– O tratamento de radiofrequência é encontrado no Exilis, que combate rugas e flacidez ao mesmo tempo. Seu maior comprimento de onda é capaz de atingir camadas mais profundas da pele, possibilitando controlar a profundidade do foco por meio de um sistema de resfriamento. Melhora o contorno do rosto, diminui a papada e levanta o olhar triste, com o estímulo de formação de colágeno.

Fonte: Thathya Taranto, dermatologista 

Avanços contra as manchas 


O melasma não tem cura, mas para além do uso constante do protetor solar surgem tratamentos cada vez mais eficazes à base de ácidos e lasers 

João Avelino/Divulgação
Bruno Vargas, diretor de clínica de mesmo nome, defende a associação de técnicas para melhores resultados (foto: João Avelino/Divulgação)

Um terror para quem usa anticoncepcionais e para grande número de gestantes, as manchas da pele do rosto, conhecidas como melasma, configuram disfunção crônica, ou seja, não têm cura. No entanto, os avanços da medicina dermatológica e a tecnologia prometem resultados cada vez mais eficientes no controle do problema.

Quem explica é o médico Bruno Vargas, diretor de clínica de mesmo nome e idealizador do Portal do Melasma. “Distúrbio de pigmentação da pele caracterizado por manchas escuras e amarronzadas, que surgem devido ao excesso de deposição de melanina (substância que determina a cor da pele e do cabelo), o melasma afeta muito a autoestima das pessoas. Mas, atualmente, tratamentos com ácido tranexâmico, ativos antioxidantes (já que o melasma é um distúrbio com forte componente inflamatório) e lasers ultrarrápidos, além da individualização do tratamento e da associação de técnicas, têm apresentado os melhores resultados no controle das manchas.”

GRUPOS “DE RISCO” 

O médico conta que o melasma surge, principalmente, em mulheres de pele morena e negra, entre os 25 e os 40 anos, mas também pode ocorrer em peles claras, bem como nos homens. “Existem muitos estudos sobre esse distúrbio, mas a ciência ainda não conseguiu definir por que pacientes negros, asiáticos e latinos têm predisposição maior ao melasma.” Comum no rosto, em regiões como bochecha, buço, queixo, nariz e testa, as manchas tendem a piorar diante da exposição a raios solares ultravioleta A e B e à radiação infravermelha (calor), que estimulam a atividade do melanócito, com maior produção de melanina na pele. Portanto, reforça ele, apesar de as causas do melasma ainda não estarem totalmente esclarecidas pela medicina, a exposição em excesso aos raios solares é um dos principais fatores de risco. Também as luzes artificiais, como a iluminação em ambientes fechados, e as telas de computador e dos gadgets podem levar ao desenvolvimento do melasma. “Além disso, as questões que envolvem hormônios, como uso de anticoncepcionais ou terapias de reposição, estão relacionadas ao melasma. Estudos apontam, ainda, que 70% das mulheres com predisposição para o distúrbio exibem o primeiro quadro durante a gravidez, uma vez que os altos níveis hormonais produzidos nesse período funcionam como gatilho para a formação das manchas, com ênfase para os hormônios produzidos pela placenta (como a progesterona), que estimulam a hiperpigmentação da pele, principalmente quando há exposição excessiva ao sol.”

ALIADOS 

Para prevenir o melasma, Vargas indica o uso diário do protetor solar, mesmo que a pessoa passe o dia em ambiente fechado. Lembrando que a reaplicação do produto a cada três horas é fundamental em todas as estações do ano (inclusive no outono/inverno). Além da proteção contra os raios UVA e UVB, o médico reforça a importância de manter alimentação saudável, rica em antioxidantes (vitaminas C e E resveratrol) que auxiliam na formação de colágeno e ajudam a proteger a pele da ação dos radicais livres.

Numa perspectiva de futuro, o médico acredita que a descoberta do motivo pelo qual os melanócitos (células produtoras de melanina), presentes na pele da face de pacientes com melasma, comportam-se de maneira diferente do padrão poderá resultar na cura do mal. “Atualmente, a disponibilidade de tratamentos novos que controlam a mancha sinalizam o grande avanço”, encerra. No quadro a seguir, saiba mais sobre o melasma e conheça as novidades para o controle das famigeradas manchas.

Principais avanços no tratamento e controle 

Antioxidantes – a novidade é que podem ser usados periodicamente, de forma injetável (intramuscular e endovenosa), com resultados mais interessantes. Também há os que atuam como fotoprotetores orais, que podem ser complementares aos tópicos (mas devem ser indicados somente pelo dermatologista).

Técnica de drug delivery – promove a “entrega” de substâncias com função clareadora e antioxidante na camada intermediária da pele (derme), por meio de procedimentos facilitadores, como o microagulhamento. O drug delivery favorece a absorção de várias substâncias.

Intradermoterapia com ácido tranexâmico – esse ácido tem ação antifibrinolítica, capaz de diminuir a ativação de uma proteína chamada plasmina (que estimula resposta inflamatória na pele, resultando no desenvolvimento das manchas características do melasma). O tratamento pode ser realizado por meio de cápsulas via oral, cremes tópicos ou com injeções intradérmicas.

Lasers ultrarrápidos – prometem não gerar calor e melhorar a mancha, mas devem ser realizados com cautela. O laser é aplicado na mancha e “quebra” o pigmento (melanina) que provoca o melasma. Atualmente, algumas tecnologias geram pouco aumento de calor local e podem ser benéficas em casos selecionados.

Rotina contra o melasma – O primeiro passo do tratamento é reforçar o uso do protetor solar, além de medicamentos orais que promovem proteção solar e que tenham ação antioxidante. Na parte da manhã, recomenda-se o uso de produtos tópicos com essa ação antioxidante, e, à noite, intercala-se com ácidos clareadores mais e menos potentes.

Couro cabeludo e fios em dia 

Jair Amaral/EM/D.A Press
A tricologista Letícia Motta adota a laserterapia para tratar os cabelos da gestora de RH Karen Caroline de Lima (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Para além de corte, coloração e penteados, um cabelo bonito envolve a saúde de mechas e do couro cabeludo, quesitos muitas vezes negligenciados na correria do dia a dia. Entre os problemas mais comuns, especialistas apontam excesso de oleosidade, caspas, quebra e até mesmo perda de fios. “Faço escova progressiva e luzes há muito tempo e, de uns tempos pra cá, percebi fios muito quebradiços, caindo, raleando. O cabelo parou de crescer e perdeu o brilho, além de não reagir como o esperado depois de tratamentos, como hidratação”, lembra Karen Caroline de Lima, de 30 anos, gestora de recursos humanos. Atentos a problemas como os descritos, tricologistas apostam em tratamentos que oferecem alternativas às terapias com medicamentos, com a promessa de bons resultados.

Letícia Motta, terapeuta capilar, especialista em tricologia e sócia do salão The Jazz, caracteriza a profissão. “Tratamos pelo e cabelo e o que nos difere de um dermatologista é o tipo de terapia proposta: enquanto na medicina indicam medicamentos, no salão, ela é mais natural e de estímulo, sem contraindicações”, explica.

Entre as causas para porosidade e quebra de fios, queixa comum, a especialista aponta as químicas como vilãs, destacando principalmente escovas progressivas, colorações e descolorações. Já as queixas de queda costumam ter origem em disfunções de folículo, couro cabeludo, trauma decorrente de uso prolongado de megahair e até mesmo diante de um quadro de estresse. O primeiro passo para um diagnóstico preciso, conta a profissional, é a avaliação por meio de uma microcâmera, que aumenta milhões de vezes a visualização do fio e do couro cabeludo. “Nessa avaliação, é possível investigar o quadro por completo. Além de visualizar o aspecto, conversamos sobre hábitos de vida, como alimentação e fatores que possam causar uma alopécia androgenética, como o estresse”, aponta.

REGULARIDADE 

A partir do diagnóstico, Letícia determina o tipo e o cronograma do tratamento que será proposto. “Para problemas de queda, por exemplo, o protocolo, geralmente, envolve o fortalecimento do folículo piloso e o aumento da circulação sanguínea, por meio do aporte de nutrientes e estímulos com laserterapia. Já para controlar a oleosidade, há peeling e/ou máscara de argila verde. Em casos de queda, associamos laserterapia e infusão não invasiva de nutrientes, como aplicação de ampola de vitaminas, enquanto a corrente galvânica que dá estímulo elétrico ao couro cabeludo é usada para combater a caspa.”

Depois de uma sessão com a terapeuta, Karen ficou surpresa com o diagnóstico. “Nunca imaginei que tivesse algum problema no couro cabeludo, mas ele estava infeccionado, com escamações, falhas e muito engordurado, o que provocava o raleamento dos fios.” Em tratamento desde setembro do ano passado, ela diz que a história já mudou. “Senti muita diferença. O cabelo está mais solto e há muitos novos fios nascendo. No comprimento, parou de quebrar e está mais encorpado. Não é um investimento barato, mas o retorno é garantido”, afirma. Ela conta ainda que aprendeu algumas dicas para cuidar dos cabelos no cotidiano. “Diluir o xampu, passar o condicionador apenas nos fios, maneirar na quantidade de produtos, aparar as pontas e evitar lavar com água muito quente. Outra máxima é evitar a prancha e o babyliss, deixando secar naturalmente. E sempre tomar muita água.”

A especialista concorda com a cliente e aponta ainda a regularidade em seguir o tratamento proposto como aliado fundamental para atingir melhores resultados. “Não existe milagre, mas regularidade. Tanto que os tratamentos costumam demandar cronograma de um ano, período no qual cortes periódicos estão incluídos, num estímulo ao crescimento saudável.”

Barba, cabelo, bigode, depilação e cia 


Clínicas de estética e produtos desenvolvidos para homens indicam que os cuidados com beleza, aparência e bem-estar também têm feito sucesso entre o público masculino

Beto Novaes/EM/D.A Press
Para o jornalista Luiz Henrique Yagelovic, depilar-se virou questão de necessidade depois que se tornou ultramaratonista (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Esqueça os antigos padrões que rotulavam de metrossexuais os homens preocupados com a própria aparência, cujo símbolo mais conhecido é o ex-jogador de futebol David Beckham. Hoje, o hábito de frequentar as famosas barbearias ou mesmo centros de estética que oferecem cuidados como depilação, limpeza de pele, pelling, manicure e pedicure é cada vez mais comum entre eles, independentemente de idade, profissão e orientação sexual.

Ainda duvida? Pois veja o exemplo de Luiz Henrique Yagelovic, de 59 anos, jornalista e ultramaratonista. “Não é apenas uma questão estética, mas de necessidade. Experimentei a depilação quando me tornei esportista, com o objetivo de diminuir os pelos para sentir mais conforto térmico durante a atividade física. Mas, hoje, é uma rotina, como cortar o cabelo ou fazer a barba. Depilar e aparar os pelos do corpo me traz sensação de limpeza, além de me ajudar a controlar a tendência para assaduras provocadas pelo suor em algumas regiões”, revela.

Luiz conta que a rotina de cuidados envolve a depilação em todo o corpo, com exceção de barriga e braços, além de visitas quinzenais ao barbeiro e ao cabeleireiro e do uso de cosméticos, como protetor solar, hidratantes, balm e óleos para a barba. “Sou um cara bem resolvido com isso e, inclusive, indico o hábito da depilação para quem corre ou pratica outro esporte. Adoro depilar. Tem gente que acha estranho, mas prezo a sensação de banho bem tomado que experimento depois da sessão. Hoje, penso que, mesmo se parasse de praticar esportes, não deixaria esse cuidado de lado”, revela.

COMPORTAMENTO 

Yagelovic engrossa o público de empresas que vêm se especializando na nova demanda, a exemplo da Essens, clínica de estética masculina que funciona no Bairro Alto Caiçara, Região Noroeste de BH. No comando da equipe, formada apenas por profissionais do sexo masculino, Luiz Santos, esteticista e massagista, conta que a depilação é o carro-chefe no cardápio de serviços, que incluem, ainda, estética corporal e facial, manicure, pedicure e design de sobrancelhas. “Investi no filão, ao perceber que os homens sentiam vergonha de se depilar com mulheres e as profissionais também se constrangiam. Hoje, a depilação é o principal chamarisco de clientes, que também conhecem os outros serviços e acabam percebendo que cuidar da aparência só faz bem”, aponta.

O profissional aborda o que caracteriza como mudança de comportamento que também tem a ver com o empoderamento feminino. “O homem começou a se ver da forma como quer, assim como as mulheres que representam o movimento feminista. Ela se sente dona do próprio corpo e incentiva o homem a fazer a mesma coisa, numa quebra dos padrões preestabelecidos. O gay já segue essa linha, mas o público hétero também está exigente. E o que tem demais em querer tirar o pelo? A demanda atual é por um serviço benfeito. E ponto final! Sem essa de pode ou não pode, de preconceitos.”

Também proprietário de um salão exclusivo para eles desde 2010, o Spa Masculino, Tony Carneiro diz que a depilação é o carro-chefe, além do aparo de pelos e das massagens. “Somos prova de que o comportamento do público masculino mudou. Afinal, nosso negócio começou pequeno e ganhou notoriedade em função da demanda reprimida por esse tipo de serviço, oferecido com qualidade, profissionalismo e discrição, que é o nosso diferencial. Atualmente, contamos com um leque de clientes fidelizados.”

Robótica contra a calvície 

Clínica Regis/Divulgação
Tecnologia promete avanços contra o mal que afeta o couro cabeludo (foto: Clínica Regis/Divulgação )

Principal queixa estética entre a população masculina, a calvície não poupa ninguém: acomete homens e mulheres, jovens e maduros, vide o exemplo do príncipe William, de apenas 35 anos. O herdeiro do trono inglês está quase completamente calvo. Também o sexo feminino sofre da ausência de fios, principalmente após a menopausa, como afirma o médico Rubem Miranda, dermatologista da Clínica Régis, centro especializado em cabelo e doenças do couro cabeludo. “A alopécia androgenética acomete, em média, 70% dos homens acima dos 50 anos e 50% das mulheres na menopausa. De causa genética, essa ausência de fios ocorre principalmente nas laterais e na parte de trás do couro cabeludo quando configura uma calvície avançada.”

Segundo Rubem Miranda, a calvície começa com o afinamento capilar. “Cada folículo tem, em média, de 1 a 4 fios, e um dos fatores que mais causam a perda deles é o hormônio dihidrotestosterona (DHT). “Costumo dizer que ele age transformando a mata atlântica em floresta, depois em caatinga e, por fim, em deserto”, brinca o médico.

Ele lembra ainda que, apesar de mais recorrente na idade madura, a calvície pode acometer jovens a partir dos 20 anos, e que a ausência de fios mexe muito com a autoestima do indivíduo. “Operamos pacientes dos 18 aos 75 anos, mas a maior média é na faixa etária compreendida entre 30 e 50 anos.”

Boa notícia vem do avanço da medicina dermatológica especializada em restauração capilar, que já conta com tratamentos de ponta – incluindo os de prevenção – e até mesmo com o auxílio da robótica em cirurgias de transplante. “A procura por recursos contra a calvície é cada vez maior, pois homens e mulheres têm tido acesso a um arsenal de tratamentos que oferecem resultados efetivos e naturais”, afirma Miranda.

Prevenção e cirurgia 

No mercado de prevenção, o médico aponta desde loções com princípios ativos como o minoxidil até medicamentos de uso tópico, caso da finasterida (lembrando dos riscos de efeitos colaterais), lasers de baixa energia e uso domiciliar, além de artigos como boné, capacete e tiaras que ajudam a estimular o crescimento de cabelo. O médico aponta ainda a microinfusão de medicamentos na pele (MMP) e o drug delivery, ou seja, a infusão de medicamentos no couro cabeludo a exemplo de vitaminas e de finasterida com efeito local e concentração no alvo do problema, o bulbo capilar. Já para remediar, ele cita a micropigmentação (tipo de “tatuagem” que simula fios reais e promove a cobertura da área sem fios) e, para resultados definitivos, a cirurgia de implante. “Trata-se de uma cirurgia complexa, minuciosa, que leva de seis a nove horas e envolve entre seis a 12 profissionais”.

Para o futuro, o médico aponta a clonagem como grande aposta. “Em alguns anos, será possível transformar um fio de cabelo em 20 mil, perspectiva promissora, mas ainda distante.”

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